O Sol, quando mete água, é para todos? »

Vem isto a propósito da notícia que reflecti aqui, sob o título “A imagem e a ruptura: Paulo Rangel no melhor que consegue”, fundamentada pelo publicado no Sol por Sofia Rainho com o título “Rangel dispensa consultores de imagem”. Aparentemente existe um contraditório publicado no blog de campanha de Paulo Rangel, o artigo “Dispensar o que não se tem?”.

A imagem e a ruptura: Paulo Rangel no melhor que consegue »

A imagem e a ruptura: Paulo Rangel no melhor que consegue

O que é difícil de entender é que Paulo Rangel tenha despedido a tal assessoria de imagem, imputando-lhe as culpas pelo insucesso no debate. Diz Rangel que promete ser genuíno e igual a si próprio até ao fim da campanha. Alguém deveria dizer-lhe que não existe possibilidade de ser outro, por mais maquiavélico que o assessor de imagem possa ser.

Plugin Wordpress de suporte a Fernando Nobre »

Plugin Wordpress de suporte a Fernando Nobre

É-nos explicado na página do directório WP que «This is widget to use on the sidebar of your blog to display a small image banner in support of Fernando Nobre for the 2011 Portuguese Presidential elections. It’s an easy way of showing your support by linking to the campaign site.»
Ficamos assim a saber que todo o mundo anglófono é considerado target pela campanha de Fernando Nobre para as eleições para a Presidência da República Portuguesa.

Mustache »

Mustache|Cristiano Ronaldo

Red: «It’s important to say mustaches are a Portuguese trademark and tradition»

Não importa sol ou sombra, camarotes ou barreiras, o touro vai morrer »

Não importa sol ou sombra, camarotes ou barreiras, o touro vai morrer

Pergunto – o que há para compreender? Um negócio onde se cruzam ganadeiros, apoderados, toureiros, empresários… pega num animal, confina-o num «anel infernal», e tortura-o até à morte. O que há para perceber neste fenómeno que nada tem a ver com património cultural, nem com tradição e muito menos com poesia – que tem a ver, sim, com os obscuros corredores da mente humana onde se oculta um atávico prazer em fazer sofrer outros seres como catarse para os sofrimentos pessoais.

Laurie Anderson | Smoke Rings »

Hey look! Over there! It’s Frank Sinatra Sitting in a chair. And he’s blowing Perfect smoke rings Up into the air. And he’s singing: Smoke makes a staircase for you To descend.
So rare.
Ah desire! Ah desire! Ah desire!
So random So rare

Uma epifania semiológica »

Uma epifania semiológica

Paula Ramalho Almeida leva-nos a passear pela análise deste texto publicitário de uma forma descontraída, muito ao estilo do que se pode ler, por exemplo, em Mythologies, de Barthes. De facto, o que começa por ser uma visão casual de uma taça de baba de camelo, com um biscoito e um torrão de acúcar com os dizeres “A sua saúde primeiro” e “Emagreça de forma segura e com prazer”, entre outras, rapidamente vai dar a uma lucida análise em tom subjectivo que nos sugere a reflexão acerca da relação dos símbolos com o indivíduo e com a sociedade.

Cazuza | O Tempo Não Pára »

Cazuza | O Tempo Não Pára

A tua piscina tá cheia de ratos Tuas idéias não correspondem aos fatos O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

Um elogio do anonimato »

Um elogio do anonimato

Não poderei, nunca, condenar o anonimato. Já o fiz, em tempos. Mudei de opinião no primeiro momento em que vi o ataque ao anonimato tomar a forma de desculpa para outras acções mais condenáveis, na habitual proposta de perda de alguma liberdade em favor da segurança.

Manhãs Submersas »

Manhãs Submersas

Suponho que os meus pais estejam até agora na mais total ignorância em relação a estes assuntos. Há 38 anos atrás havia muita coisa considerada normal. E eu, nunca por nunca haveria de contar que fulanos me bateram hoje, ontem, anteontem, antes de anteontem. E nunca haveria de contar que o professor nos punha de joelhos com as mãos por debaixo destes, com as palmas para cima e as costas assentes em grãos de milho.
E os tempos eram outros. Não eram?
Mas as coisas agora já não são vistas assim. Talvez porque não é normal, porque não pode ser considerado normal, porque é abjecto, porque é um abuso continuado, que retira a vontade de viver a uma criança.
E a cultura da morte já não é tão sagrada.