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Cá estou a lê-los outra vez, estes e-mails vindos de duas pessoas que actualmente fazem os seus blogs e trabalhos de opinião por aí, em jornais e revistas – pessoas que, enfim, vivem actualmente à custa de escutas que saltaram o arame farpado da decência política e judicial, e são parangonas de estrelas de sexta grandeza.

Elsa Cerqueira: «E o Tâmega com a sua água, surge como vislumbre natural, com que se inicia e se fecha o filme. Não é só o elemento co-natural ao(s) Amarantino(s). É um misto de Alma Mater – de substância purificadora -, mas também de cárcere das aspirações e do próprio tempo.
Paradoxal?
Tal como a Vida. Tal como o(s) olhar(es) de Vanguarda destes Artistas.»

É essa a situação que faz com que, por exemplo, um europeu possa denominar qualquer africano como negro, ou qualquer asiático como amarelo, sem ter em conta as múltiplas variantes das tonalidades da pele.
Esta impressão leva à ilusão de que as outras raças são substancialmente diferentes da nossa, já que a comparação lhes confere essa homogeneidade, o que leva à criação de estereótipos.

Existem inúmeras situações em que profissionais perderam os seus empregos, foram despejados ou mesmo detidos por coisas feitas nas redes sociais.
Um novo relatório da Microsoft afirma que 64 por cento dos gestores de recursos humanos acham apropriado consultar os perfis online dos candidatos, e que 41 por cento rejeitaram candidaturas como resultado dessa consulta.

XIS continuava a sua apresentação como se um mundo lhe fosse externo. Gráfico após gráfico, iam surgindo os números, ora do sucesso, ora da desgraça. E todos eles eram ditados por XIS de uma forma monocórdica, seguido-os um a um, sem deixar escapar um que fosse, não fosse o mundo acabar ali mesmo, de repente, esquecida que ficasse uma percentagem de subida das vendas ou de retracção do mercado.

Dez segundos. Aproximadamente.
Fechem os olhos e contem: um… dois… três… quatro… cinco… seis… sete… oito… nove… eu saltei de olhos fechados e não os abro o caminho todo. Lembro a brisa, lembro o ruído, lembro sobretudo o medo. Medo que gostaria que o meu filho, que gostaria que o mundo não sentisse jamais.