
Neste mundo culturalmente tão pobre, esperamos que a televisão, por obra e graça de uma magia que as mais nobres igrejas há muito deixaram de reivindicar, seja o nosso altar de verdade.

Creio ser mais do que hora de rever os critérios éticos e deontológicos da profissão de jornalista, no sentido de permitir aos jornais a adopção de uma linha editorial mais próxima de um ou outro partido ou ideologia.
Esta forma de estar no jornalismo permitiria ao cidadão que comprasse um jornal saber, de forma transparente, qual a facção que o jornal apoia, sem prejuízo da isenção noticiosa. O consumidor poderia estar consciente da proximidade política que, apesar de não condicionar a isenção, condicionaria a agenda. E saberia que jornal comprar.
Creio que poderíamos acabar de uma vez por todas com duas presenças obscuras: as pressões sobre os media e os espantalhos políticos .